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Slow Food - O que é?  

Nada de atacar, em pé e com pressa, aquele pedaço de pizza de ontem. Demos um mergulho no slow food (expressão em inglês que se contrapõe a fast-food, algo como cozinha rápida). O movimento defende a refeição saudável e tranquila, seja em casa, seja na rua. É uma combinação dos conceitos de sustentabilidade com comportamento – deixar a ansiedade e os compromissos para depois e realmente ter prazer na refeição

por Priscila Zuini

 

 

O guaraná está na relação de produtos brasileiros "protegidos" pelo slow food

 

+ O slow food surgiu na Itália, em 1986, como um protesto contra a comida rápida e industrializada. Hoje, a associação está presente em 150 países e tem mais 85.000 associados.

 

+ Não é comer em câmera lenta e vai muito além de se contrapor ao fast-food. Trata-se de fazer as refeições com calma, na companhia de pessoas queridas e se preocupar com a origem do alimento, se ele é fresco, saboroso, produzido segundo as normas de sustentabilidade ambiental e se tem um preço justo para quem compra e para quem vende.

 

+ O slow food contempla também uma espécie de campanha a favor do uso de alimentos regionais, típicos. Uma das atividades consiste em batalhar pela proteção de ingredientes que, por causa do desmatamento, da poluição ou até mesmo pela falta de incentivo à produção, estão desaparecendo. No Brasil, o guaraná, o palmito juçara, o pirarucu e o umbu estão sob “ameaça de extinção”.

 

+ A feijoada pode ser mais leve que um sanduíche? Segundo a filosofia do slow food, sim. Se for preparada com produtos naturais, de preferência orgânicos, e a refeição for tranquila e prazerosa, a feijoada pesará menos em seu estômago do que o lanche devorado, em pé, com um olho no relógio e outro no balcão da padaria.

 

+ Associados do slow food podem frequentar feiras e eventos temáticos. Para participar é só acessar o site do Slow Food Brasil ou entrar em contato com o grupo local e pagar uma taxa anual de cinco euros (cerca de 15 reais).

 

Fonte: Cenia Salles, líder do Slow Food São Paulo.

 

Como ser slow

Reunimos dicas de chefs de alguns restaurantes paulistanos. Veja como eles conseguem “desacelerar” a cozinha. Mas, atenção, de nada adianta anotar isso tudo e, na hora de comer, ficar com um olho na televisão e outro no prato. Tem de prestar atenção, concentrar-se nos sabores e aproveitar o momento

 

BRASILEIRO

Mara Salles

do Tordesilhas

 

Prato do restaurante Tordesilhas - foto: Mario Rodrigues   A chef Mara Salles - foto: Mario Rodrigues

 

“Percebi que havia uma similaridade entre a proposta do slow food e o meu pensamento, o respeito pelo alimento e a alimentação como elemento de cultura. O comer vagaroso e tranqüilo que promove bem-estar.” (...)

“O ideal seria conhecer todo o percurso do alimento até chegar à mesa, e boicotar produtores que fazem uso da exploração infantil, da escravidão, do desmatamento, da poluição e da degradação do meio ambiente.” (...)

“Trabalhamos [no Tordesilhas] com ingredientes que vêm de lugares bem cuidados e sustentáveis. O nosso café, por exemplo, é da Fazenda Pessegueiro, em Mococa, interior de São Paulo. Já o queijo de coalho vem de um pequeno laticínio no sertão de Pernambuco, que é uma verdadeira pérola e executa todos os princípios sustentáveis.”

 

VARIADO

Anayde Lima

do Julia Gastronomia

 

Prato do Julia Gastronomia - foto:Tadeu Brunelli/divulgação   Julia Gastronomia - foto: Tadeu Brunelli/divulgação

 

“Há muitos anos estou nesta busca pelo sustentável e pelo orgânico. É importante o contato com quem produz para informar o cliente a respeito da procedência do alimento.” (...)

“Os brotos utilizados nas saladas, por exemplo, compro sempre de um mesmo produtor, assim como o palmito pupunha e a castanha do Brasil. Muitas vezes, se o produto não tem o selo de certificação de que é orgânico, mas eu conheço a origem, compro do mesmo jeito. O slow é a combinação do sustentável, do orgânico (sempre que possível) e do incentivo ao pequeno produtor.”

 

MEDITERRÂNEO

Clo Dimet

do La Table O. & Co.

 

Prato do La Table O. & Co. - foto: Tadeu Brunelli/divulgação   La Table O. & Co - foto: Tadeu Brunelli/divulgação

 

“Freqüento as reuniões e feiras promovidas pelo slow food, pois acredito que a gastronomia está envolvida com a política de produção e o meio ambiente. O programa Terra Madre, por exemplo, cria uma rede de pessoas e defende um sistema justo para quem compra e para quem vende. “ (...)

“No restaurante, 40% das verduras e frutas são orgânicas e compradas diretamente do produtor. Não compro um determinado peixe na época proibida para pesca, por exemplo. Além do produto orgânico, é importante preservar a biodiversidade e o pequeno produtor.”

 

PARA IR A DOIS

Steven Kerlo

da Mercearia do Francês.

 

Prato da Mercearia do Francês - foto: Renata Ursais   Mercearia do Francês - foto: Peu Reis/Divulgação

 

“O slow food foi um rótulo criado para falar, de uma maneira mais global, de uma coisa já tradicional da culinária francesa e italiana, que é a valorização dos produtos regionais, do terroir. É defender as tradições e as produções artesanais, que não são voltadas para o volume, mas para a diversidade. (...)

“Temos que valorizar o esforço do produtor que preserva o ritmo natural das coisas. O slow food ainda está crescendo no Brasil e, aos poucos, estamos descobrindo isso. No restaurante, uso jogo americano descartável que fala dos meus ingredientes, como o pato e o queijo de cabra, produzidos de maneira sustentável. É uma maneira de comunicar o cliente de onde vem aquele produto.”

 

COZINHA CONTEMPORÂNEA

Gabriel Matteuzzi

do Tête à Tête

 

Prato do Tête à Tête - foto: Mario Rodrigues   O chef Gabriel Matteuzzi - foto: Carlos Prates-AFBpress/divulgação

 

“Procuro colocar sempre o melhor produto no meu cardápio e, como muitas vezes não sabemos quais são ecologicamente corretos ou não, busco produtores artesanais. As minimorangas [usadas na preparação do camarão na minimoranga. Aprenda a fazer em casa, por exemplo, são todas colhidas à mão. Já ouvia das novas tendências quando trabalhava na França e a cultura do pequeno produtor é uma delas.”




Retirado do site Veja São Paulo.
 
 
   
 
   
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